
Artigo · 16 de setembro de 2026 às 21:40 · Filipe Hanssen
Catarina Santos: quando a sala está vazia e o espectáculo segue
No Valor Musical, Catarina Santos lembra uma festa com pouca gente e o feedback que qualquer artista da estrada já ouviu: “Aqui é assim.”
Há noites em que o contrato está cumprido, o espectáculo sai na íntegra e a sala, mesmo assim, parece meio vazia. Catarina Santos conta uma dessas ao Filipe Hanssen: pouca gente, pouco baile, um público que se abanava um bocadinho — e ela no meio da canção a perguntar-se se a comissão sabia mesmo o que tinha contratado. O feedback, no fim, foi ótimo. “Aqui é assim, aqui é assim.” Sem drama, só a verdade local. Em vez de vitimismo, aponta o ajuste óbvio — data, horário, escolha do artista — e deixa a pergunta no ar: se calhar não vale a pena gastar numa banda que depois não é aproveitada. A regra de ouro fica simples: quando quem contrata sabe o que está a contratar e se adequa ao público, não tem nada a correr mal; quando corre, muitas vezes o problema não é o palco, é o casamento errado entre banda, terra e data.
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