
Artigo · 9 de setembro de 2026 às 23:24 · Filipe Hanssen
Contas e Ossos no Valor Musical: dois, a rua e a teima de fazer música
No Valor Musical, Ana Carvalho e Bernardo Belo — Contas e Ossos — abrem a Filipe Hanssen a história de um duo que nasceu em Castelo Branco e não cabe num cartaz.
Há bandas que entram no Valor Musical a explicar o género. Contas e Ossos entram a contar quem são — juntos.
Em Castelo Branco, Ana e Bernardo não montaram um projecto de papel. Conheceram-se no bar, trocaram o que ouviam, e a música passou a ser a forma de se falarem. Ele comprou uma bateria. Ela já trazia a guitarra. Dois. Sem terceiro obrigatório. Um setup compacto, quase nómada, para tocar na rua quando o ensaio já não chega. O nome? Nasceu num dia em que estavam os dois constipados — contagiosos — e o trocadilho ficou: Contas e Ossos.
Com Filipe Hanssen, a conversa não é inventário de temas. É o fio de quem escolhe originais, deixa as canções crescerem e trata o underground como liberdade, não como precariedade. Arte ou resistência: a teima de continuar a fazer o que ninguém paga para existir — e ainda assim vale a pena.
No meio disto há Nazaré ao vivo, Teatro do Anzol, riso, silêncio e frases que não cabem bem num resumo. O tom só existe no vídeo.
Se queres conhecer Contas e Ossos de verdade — o duo, a rua, a teima — carrega no play. E ouve a história deles até ao fim.