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IA na Indústria: Ameaça Crescente à Remuneração de Criadores Reais

Plataformas como Deezer receberam mais de 13,4 milhões de faixas geradas por IA em 2025, com 39% das submissões diárias em janeiro de 2026 sendo IA. A Deezer agora rotula e exclui essas faixas de playlists/royalties, e estuda vender a tecnologia. Estudos apontam risco de até 25% da receita de criadores até 2028 por IA. Acordos como o da Warner com Suno (startup de IA) impõem “opt-in” para artistas e limitações em planos gratuitos.

O debate sobre direitos autorais e remuneração justa ganha força. Artistas precisam defender catálogos reais e usar IA como ferramenta (não substituta) para produção.

Esses temas são profundos e afetam diretamente a sobrevivência no mercado: royalties dependem de retenção e qualidade, não só volume; consolidações exigem redes fortes; turnês pedem realismo financeiro e a IA ameaça o valor do humano.

Fonte: https://techcrunch.com/2026/01/29/deezer-makes-it-easier-for-rival-platforms-to-take-a-stance-against-ai-generated-music

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Turnês para Independentes: O Modelo Está Quebrado?

Bandas como Dry Cleaning cancelaram turnês nos EUA no final de 2025 devido a custos disparados (transporte, hospedagem, produção), adiando para 2026. Isso reflete um problema global: turnês lucrativas estão cada vez mais difíceis para independentes, especialmente fora de mercados maduros. Em Portugal, com festivais como Westway LAB (confirmado para abril 2026 em Guimarães, focado em exportação) e o calendário de 2026 cheio de shows internacionais, há oportunidades — mas exige planejamento rigoroso de custos e parcerias.

Fonte: https://pitchfork.com/news/dry-cleaning-reschedule-2026-north-american-tour-dates-share-video-for-new-song-watch

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Consolidação no Mercado: Aquisição da Downtown pela Universal Avança

A Comissão Europeia aprovou (com condições) a aquisição da Downtown Music Holdings pela Virgin Music Group (braço da Universal) por US$ 775 milhões. A Downtown, focada em distribuição, edição e tecnologia para independentes, precisou vender a Curve Royalty Systems para evitar monopólio de dados sensíveis. Isso fortalece a Universal no suporte a selos e artistas independentes em escala global, mas aumenta a concentração de poder — algo que associações como IMPALA e WIN monitoram de perto.

Para o mercado europeu e português, isso pode significar mais ferramentas de distribuição acessíveis, mas também maior dependência de grandes players. Artistas independentes precisam fortalecer redes próprias (como o European Music Council) para não ficarem reféns.

Fonte: https://www.universalmusic.com/virgin-music-group-receives-european-commission-approval-for-downtown-acquisition

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Royalties das Plataformas de Streaming: Recorde Histórico, mas Desigualdades Persistem

O Spotify anunciou recentemente um marco impressionante: pagou mais de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões) em royalties à indústria musical em 2025 — o maior repasse anual de qualquer plataforma na história. Isso representa um crescimento de mais de 10% em relação a 2024, com metade desse valor indo para artistas e gravadoras independentes. O streaming continua sendo o motor principal do crescimento global, e isso se reflete em Portugal, onde o mercado da música gravada já vinha crescendo consistentemente (cerca de 7% no primeiro semestre de 2025, impulsionado pelo digital).

No entanto, para artistas independentes, o valor médio por stream permanece baixo (entre US$ 0,003 e US$ 0,005, variando por país e tipo de ouvinte). Em Portugal, estimativas apontam para algo em torno de US$ 0,0018 por stream em ouvintes locais, o que exige volumes muito altos para gerar renda significativa. Além disso, regras mais rígidas entraram em vigor em 2026: faixas precisam atingir pelo menos 1.000 streams nos últimos 12 meses para gerar royalties, e o foco em ouvintes premium (pagantes) pesa mais na divisão. Isso pune conteúdos de baixa retenção ou fraudes, mas beneficia quem constrói audiências leais e orgânicas.

Fonte: https://newsroom.spotify.com/2026-01-28/2025-music-industry-payouts-whats-next-for-artists

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Moonshade – Agressividade Melódica

Hoje destacamos os Moonshade (@moonshade_oficial), uma banda do Porto que, desde 2010, constrói uma carreira sólida no melodic death metal lusitano. Com álbuns como Sun Dethroned (2018), As We Set the Skies Ablaze (2022) e agora o EP de covers Angels, Blood & Enemies (lançado mesmo hoje, 18 de fevereiro de 2026), eles mostram o que é persistir num género exigente: misturar agressividade melódica, orquestrações épicas e letras profundas sobre sociedade, religião e superação pessoal.

Partilharam palco com nomes como Omnium Gatherum e Decapitated, fizeram digressões pela Península Ibérica e continuam a lançar material novo – incluindo tributos poderosos como o cover de “Blood and Thunder” dos Mastodon, em homenagem a Brent Hinds. Num mercado onde muitas bandas desistem por falta de visibilidade imediata, a Moonshade prova: prosperar tem de ser sobre consistência, identidade forte e ligação real com o público que valoriza qualidade acima de números fáceis.

Se estás a construir a tua carreira no metal independente, precisas de inspiração para equilibrar o extremo com a sustentabilidade ou queres ver como se mantém viva uma paixão de longa data, olha para eles: dedicação diária, evolução constante e uma sonoridade que continua a crescer.

Queres conhecer melhor e ouvir o trabalho deles? Segue os Moonshade nas redes sociais e ouve nos streamings o novo EP Angels, Blood & Enemies.

Instagram: @moonshade_oficial

Site oficial: moonshadeofficial.com

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Suzy – Cada Vez Mais à Frente

Hoje trago-vos a Suzy (@suzycantora), uma cantora portuguesa com mais de 20 anos de carreira a solo, temas 100% originais e uma trajetória que é puro exemplo de resiliência. Já passou por Castelo Branco e arredores com concertos cheios de energia, e continua firme: grava, atua, lança trabalho novo – como o recente EP “Eu Amo-te” e singles bem quentes como “Cada Vez Mais Quente”.

O que mais impressiona? Ela nunca parou. Num mercado onde muita gente desiste por falta de visibilidade imediata, a Suzy segue em frente: grava, faz espetáculos, aparece em programas como o Alô Portugal na SIC, dá entrevistas intimistas e leva a sua música ao público que realmente valoriza autenticidade acima de números inflacionados. É exatamente o tipo de artista que prova: prosperar não tem de ser sinónimo de viralizar todos os meses. Tem de ser sinónimo de ser consistente, conectar de forma genuína e continuar a evoluir.

Se estás a começar, queres dar o próximo passo ou precisas de inspiração para não desistir quando as coisas apertam, olha para ela: dedicação diária, temas que vêm do coração e uma carreira construída tijolo a tijolo.

Queres conhecer melhor e ouvir o trabalho dela? Siga a Suzy no Instagram: @suzycantora

E ouve os lançamentos nas plataformas digitais – cada tema vale a pena!

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Break Even – Profissionalismo Antes do Sucesso

O Break Even é uma banda recente, mas já demonstra algo essencial: consciência. Mais do que tocar, estão a construir.

Com músicas e videoclipes lançados, começam a entender cedo que viver de música exige mais do que talento. Exige organização, presença digital, gestão financeira e maturidade na estrada – onde o cansaço, a logística e a pressão fazem parte da rotina.

Não é o romantismo do palco que sustenta um projeto, é a estrutura por trás dele.

O Break Even integra a Seleção de Valor porque mostra precisamente isso: profissionalismo começa antes do sucesso. E bandas que pensam a longo prazo merecem ser acompanhadas de perto.

Se ainda não conheces o trabalho deles, vale a pena ouvir, ver e acompanhar de perto o crescimento do projeto. Segue o Break Even nas redes sociais e descobre o que estão a construir.